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A terceira etapa do consumo consciente

Quando comecei a controlar aquilo que compro, foi inicialmente para economizar. Percebi que meus gastos com roupas eram extremamente exagerados, muitas peças eram puro desejo do momento e não iria usá-las no meu dia a dia. Basicamente meu dinheiro era jogado no lixo, o que não era nada inteligente. Economizar foi um ótimo passo inicial.

Com o passar do tempo, comecei a perceber que a compra consciente vai muito além de fechar o mês com uma boa grana no bolso. Comprar as peças certas me deixava feliz porque eu poderia usar com tudo – ou pelo menos quase tudo – que já tinha no meu guarda-roupa.

Como se não bastasse poupar e ficar feliz com minhas compras, ainda vem uma terceira etapa do consumo inteligente: a consequência da sua compra para a sociedade.

O que isso quer dizer?

Trocar o seu dinheiro por uma peça de roupa que foi produzida por uma empresa dentro das leis trabalhistas e cujos funcionários estão recebendo aquilo que merecem por seu trabalho. Além disso, tentar comprar mais peças fabricadas em nosso país. 

Essa é a parte mais complexa do consumo consciente. Recentemente tivemos a notícia do uso do trabalho escravo por uma grande fast fashion nacional. Eu e mais um milhão de pessoas costumávamos comprar nessa empresa com frequência. O que fazer numa hora dessas?

Boa parte das fast fashion faz uso do trabalho escravo. Sabe-se que uma multinacional super queridinha das fashionistas usa essa ilegalidade há tempos, mas muitas pessoas ainda consomem seus produtos.

O que eu acho? Que vai da consciência de cada um. A minha, pelo menos, começou a doer. Por isso mesmo fico tentando achar uma solução e, enquanto isso, consumir em lojas nas quais possa confiar.

E o que vou fazer com minhas peças adquiridas nessas lojas “fora da lei”?

Tudo aquilo que foi comprado antes de saber dessa ilegalidade será usado. Primeiro porque não podemos nos sentir culpados de algo que não sabíamos. Segundo que 95% das minhas roupas provém de fast fashion e não sou rica para jogar tudo no lixo e começar do zero. Bem que gostaria de poder renovar todo o guarda-roupa com peças 100% sustentáveis, mas na realidade isso não acontece da noite para o dia. Jogar tudo fora parece uma rebelião com um bom propósito, mas seria o mesmo que jogar dinheiro no lixo – e estaria dando vários passos para trás (“jogar dinheiro no lixo” foi o que me fez iniciar o consumo consciente, lembram?).

O que posso fazer é mudar a forma de consumir a partir de hoje. Procurar produtos que agridem menos o meio ambiente, lojas que fabricam dentro da legislação etc.

Acredito que o blog já estava mostrando certa preocupação nesse sentido e espero continuar nessa busca, compartilhando com vocês meus aprendizados e minhas comprinhas conscientes. Sei que, tal como as outras etapas, essa também será difícil, mas esse será um bom desafio que vai me fazer sair da zona de conforto e procurar por novas lojas. Também é uma boa desculpa para andar mais por ruas diferentes, entrar em novas lojinhas de rua, conversar com seus donos e conhecer mais a história de cada lugar. Parece que essa nova etapa será bem prazerosa.

 

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4 comentários

    1. Oi, Giselle! No início vai parecer complicado, mas se você permanecer no foco, vai começar a controlar esse desejo que faz com que a gente compre por impulso. Boa sorte e força para consumir consciente!

      Beijo

  1. Oi, Bia. Conheci seu blog por causa do post no HVA off e confesso que já me tornei sua fã. Enquanto a maioria dos blogs de moda tem incentivado o consumismo desenfreado, vc está justamente indo na direção contrária e isso exige muita maturidade. Parabéns por entender que nossas atitudes causam impacto ambiental e pela coragem de assumir essa postura que não é tão fácil e muito menos simples. Já entrou pra minha lista de preferidos. Beijos.

    1. Fernanda, fico muito contente que entende a importância do consumo consciente e fiquei mais feliz ainda com seu comentário, obrigada! Realmente não é fácil expor essas idéias numa blogosfera que trabalha mais como veículo de publicidade do que de informação; mas preciso seguir aquilo que considero correto na esperança de construir um público que pensa como eu também. Obrigada pelo apoio!

      Beijo!

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